terça-feira, 4 de agosto de 2009

O porta-retrato


Das velhas lembranças empoeiradas nas mobílias gastas, a que persistia mais fielmente era o porta-retrato dourado com a foto da família num dia de férias num litoral qualquer. Os olhos alegres das crianças, o sorriso modesto do pai e a maternidade de uma mãe cuidadosa sugeriam a aparência de uma família feliz.

Foi numa manhã de domingo. O dia estava nu; nuvens tímidas fugiam para as orlas do firmamento onde um sol imperador dominava invicto. Porém, não obstante a insistência da fulgência do astro-rei vermelho, uma tempestade logo se prenunciou. Um vento impetuoso invadiu a praia de ponta a ponta, e uma horda louca lutava para salvar os pertences enquanto ondas violentas e negras eram vomitadas na areia pura. As crianças apenas sonhavam com mares serenos e barcos brancos... Foram as últimas férias que passaram juntos.

Por que as fotografias mentem tanto?

domingo, 2 de agosto de 2009

O problema do tempo: haverá solução?


Reclamar do tempo, ou da falta dele, virou lugar-comum. Nunca conseguimos fazer tudo o que desejamos e, na maioria das vezes, isso nos frustra de alguma maneira. Numa sociedade consumista tal fato torna-se justificável, pois o tempo é uma "mercadoria" que não tem se conseguido consumir; ou pelo menos, não é consumida da forma que se desejaria: lentamente. O papel do tempo como um algoz massacrante vem de muito tempo. Planos são adiados ou não realizados devido à falta de tempo. Afinal de contas, somos nós que controlamos o tempo, ou ele é quem nos controla? Essa reflexão já me pegou por umas boas noites afora e fez-me pensar em possíveis soluções para essa incógnita. Concordem comigo ou não, penso que o tempo tem nos controlado porque temo-lo deixado fazê-lo. E está na hora de virarmos o jogo nessa questão. Que dane-se o tempo! Daqui pra frente vou fazer tudo que quiser nem que eu tenha que dormir mais tarde e/ou acordar mais cedo. Ah! seria tão bom se fosse assim... Mas não é. Certa vez li algo muito interessante sobre o tempo numa coleção de livros de História a qual não recordo o nome. Lá dizia que o tempo não é uma questão só física, mas, sobretudo, psicológica; ou seja, é na minha e na sua cabeça que está o problema! Logo, deveria estar aí também a tão buscada apaixonadamente e utópica solução. Se alguém encontrou, por favor, me diga, pois tenho medo de futuramente não ter tempo nem de ouvir ou ler a sua "dissolução"...

sexta-feira, 31 de julho de 2009

Por perto de mim


Ultimamente, mais do que em outros tempos, estou vivendo superapertado. Não sei se a falta de tempo é a causa principal por eu não ter sempre postagens quentes em meu blog. Perdoem-me, amigos! Em breve, tentarei ser mais eficiente; e precisarei estar mais perto de mim.

quarta-feira, 29 de julho de 2009

Mário de Andrade


Se o Mário estivesse vivo ele teria um blog fantástico, com certeza.

terça-feira, 28 de julho de 2009

Mistério



Essa louca paixão que tem sido o meu martírio é a velha iniquidade que corrompe todo o meu raciocínio. Quem me descobre este mistério?

quinta-feira, 23 de julho de 2009

A difícil tarefa de escrever qualquer coisa


Como é difícil escrever qualquer coisa que seja, principalmente quando tenta-se escrever para um suposto leitor que, na maioria das vezes, é algum internauta crítico de plantão: mais preocupado em reparar defeitos ou notas engraçadas nas linhas e entrelinhas, onde, às vezes, não existe a menor graça, do que absorver a real comunicabilidade de textos importantes [diga-se de passagem, não é o meu caso].

Escrever é tentar chamar a atenção de quem lê; e, muitas vezes, apesar do que muitos pensam, chamar a atenção não é nada fácil, sobretudo através de um texto, e ainda mais num mundo onde tudo está sendo banalizado e nada tem causado frenesi. Por isso e outros motivos, escrever torna-se tão difícil.

(...)

Que bom que alguns se arriscam a escrever a despeito das opinões alheias e etc. Já dizia Machado: "a opinião é a vilã das discussões". Particularmente, tento entender essa afirmação sob a ótica machadiana - não que a opinião seja ruim, mas é ela quem "tempera" as discussões, pois seria [e é] imensamente sem graça quando você faz alguma coisa que julgue importante e ninguém emite nenhuma nota, quer positiva, quer negativa.

Vocês, que leem o meu texto nesse momento, podem até está achando-o confuso ou contraditório porque eu critico os internautas críticos de plantão e logo após exalto o poder sensorial da opinião. Mas, analisem: a crítica, a opinião em si nada prejudicam quando realmente são inteligentes, mas se são proferidas apenas para chacotear tornam-se inúteis, pois se considero o que faço importante, penso merecer críticas ou opiniões à altura. Faço crítica das críticas! Imaginem só se Da Vinci, ao concluir A Gioconda, recebesse a seguinte crítica de um sujeito ateu em artes plásticas por sua obra-prima: "- Que sorriso idiota"! Coitado...

(...)

Por isso, amigos, fiquem à vontade em meu blog! Não sou um Da Vinci [quem dera!], não me preocupo com o que irão achar.

sexta-feira, 17 de julho de 2009

Karamaruauque


O que é isso? Nem dadá sabe ou cabe: é karamaruauque!
Escrever é mentir, omitir, transgredir: escrever é karamaruauque!
Bem-vindos à era dos blogs!